Mostrando postagens com marcador gestação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gestação. Mostrar todas as postagens

Sobre a importância de se ter amigas verdadeiras durante a gravidez




Muitos conselhos se dão para grávidas e tentantes, mas um dos mais importantes, na minha opinião, todo mundo esquece. Eu vou aproveitar esse espaço aqui para isso: tenha amigas sinceras para te acompanhar nesse período de gravidez. 



Toda grávida precisa de mães recentes ou outras grávidas como amigas. É um universo diferente da família, diferente de conhecidos, diferente de fóruns de internet, médicos ou buscas no Google. São pessoas que você confia e tem total liberdade para dividir os anseios e felicidades desse período. É essencial para qualquer mulher que queira ser mãe ter pelo menos uma amiga de verdade que já passou recentemente por isso.



São as amigas verdadeiras que irão ser claras com você sobre como é esse período. Elas não irão romantizar a gravidez e a maternidade como nos filmes, novelas e séries. Também não irão demonizar, como virou moda na internet. Elas te mandarão a real. Com elas você vai saber que aquelas dores e incômodos são comuns antes mesmo da consulta médica. Antes mesmo de jogar no Google, porque tudo para o Google é câncer. Elas não conversarão com você apenas sobre os sintomas físicos. Elas serão o seu apoio psicológico. Elas entenderão quando você ficar atacada de hormônios e chorar porque surgiu uma pequena estria na barriga ou porque o marido não guardou o copo no lugar certo. Elas te dirão, com aquele jeito que só as amigas têm, quando você está pirando por causa da gravidez ou quando realmente tem razão. Elas ouvirão suas lamúrias sem te julgar ou achar que você está louca, afinal, acabaram de passar por aquilo e sabem que, além de "tudo isso passa", tudo o que a gente quer é um ombro amigo.



Com as amigas você conseguirá ter uma real perspectiva sobre como sua vida mudará. Como ter um filho poderá impactar no seu casamento e carreira. Você saberá as fases mais difíceis e ainda poderá tirar lições de como lidar com elas. Você terá um ombro amigo - mesmo que virtual - enquanto acorda de madrugada para amamentar ou até mesmo na gravidez, quando sua bexiga tem seu próprio fuso horário. Você terá ajuda na hora de trocar o seu filho em  um passeio ou quando precisará decidir entre ficar em casa ou voltar ao mercado de trabalho imediatamente. Porque elas te conhecem, elas não vão te julgar e vão tentar te aconselhar da melhor forma possível. Com as companhias certas, a gestação e a maternidade se torna um momento de maior crescimento e amadurecimento, e você vai chegar nessa fase sem qualquer tipo de susto, afinal, elas já te alertaram. Com essas amigas, você entende que passará por períodos de dificuldade na real intensidade deles, você sabe que a vida não será exatamente fácil o tempo todo, mas sabe que será recompensador e que a nova fase que se inicia definitivamente será a melhor da sua vida. E elas estarão lá, para te apoiar.



Além de todo o companheirismo, você se torna tia postiça de um monte de criança que irá crescer junto com o seu filho. Porque a amizade verdadeira não simplesmente traz apoio, mas passa gerações. E enquanto vocês discutem sobre melhor fralda, a melhor hora para voltar ao mercado de trabalho ou como fazer seu filho dormir a noite e aproveitar seu casamento, o tempo passa e logo vocês estarão buscando juntas aquele bando de bebês na balada. Porque com amizade tudo passa mais facilmente. Se é preciso de uma vila para se cuidar de uma criança, as amigas verdadeiras com certeza fazem parte dela. 


11 coisas que toda grávida faz



Gravidez é uma época um pouco delicada da vida. A gente fica em um misto de tristeza com felicidade com raiva com extrema alegria que a gente nem sempre sabe o porquê. Sabe TPM? É tipo isso, mas por 40 semanas. É divertido e emocionante, com certeza as pessoas que estão em volta devem amar conviver com uma grávida! <3 hahahaha. 

O importante é que a gente faz o possível para se sentir bem, mas às vezes pensamos se não estamos enlouquecendo fazendo algumas coisas que parecem um pouco sem noção. Mas basta conversar com alguma amiga próxima e realmente sincera, ou em algum grupo de mães na internet com pessoas que não estão se importando em vender uma vida de comercial de margarina, que você deixa de se achar doida e descobre: toda grávida passa por isso. 

Então decidi aqui listar algumas coisas comuns entre as grávidas, para você que faz parte desse mundo ler, olhar e pensar: olha, está tudo certo comigo. Sim amiga, está tudo certo com você. Você só é uma mulher que virou um poço de hormônios gerando uma vidinha. Te juro que tudo vai passar e normalizar e vamos rir de tudo isso um dia. Acho.


11 COISAS QUE TODA A GRÁVIDA FAZ




1) Passar um bom tempo na frente do espelho se analisando de perfil


Assim que você descobre a gravidez, a primeira coisa que você faz é se olhar no espelho de perfil. Será que já engordei? Já tenho barriga? As pessoas já conseguem reparar que estou grávida? Sim, isso é normal, acontece com todas e vai durar a gravidez toda. Você vai chegar a um ponto que é impossível não ser identificada como grávida, mas vai se olhar como se aquele barrigão fosse uma grande novidade.


2) Achar que a barriga espichou demais ou sumiu


Você vai passar por isso a gravidez toda. Um belo dia você vai acordar e pensar que não foi bem assim que você dormiu, que devem ter colocado mais um bebê lá dentro. Afinal, que barrigão todo é esse?? Mas outro dia você vai olhar e ter CERTEZA que sua barriga foi para o espaço. Você vai estar lá, mega barriguda, mas vai se olhar por todos os ângulos e ter certeza de que não tem mais barriga nenhuma ali. E sim, tem. Você que se acostumou. Ou o bebê que está em uma posição que aparece menos. Mas sua barriga não inflou de volta não, fica tranquila. 


3) Analisar minunciosamente o papel higiênico e o xixi


Se tem uma coisa que você nunca fez na vida e vai passar a fazer é: analisar tudo toda vez que for no banheiro. Isso porque grávida morre de medo de qualquer sinal de sangue. Então você analisar, reanalisar, olhar contra a luz, comparar com um papel limpo, mostrar para os outros - grávida perde um pouco a dignidade - e vai descobrir, por exemplo, que papéis às vezes vem com uns pontinhos de outra cor mesmo. A gente não sabe o porquê, talvez seja uma tentativa de matar as grávidas do coração. Você também vai saber todas as suas cores de xixi e se sair em algum tom novo vai correr para questionar o médico se é normal.


4) Olhar cada centímetro do seu corpo


O corpo muda bastante com a gravidez. Quando eu digo bastante, é bastante. E não só peso. A textura da pele muda, podem surgir pintas e alergias que você não tinha, manchas, algumas partes escurecem, e as temidas estrias. Tem um ser vivo crescendo dentro de você, não queira continuar igual, que é impossível. Alguma hora você não vai mais enxergar alguns pontos do seu corpo, graças à barriga, mas o espelho está aí para te ajudar - ou não - a analisar se aquela celulite já existia ou é culpa dos hormônios da gravidez.


5) Vai brigar com os outros sem nem saber o porquê


Ah, os hormônios. Você vai se tornar o ser mais sensível do mundo. Sensível ao ponto que não vai ter uma alma vida ao seu redor que não vá receber uma patada sua. Nem sempre você vai perceber, mas fica tranquila que a galera ao redor sabe porque isso está acontecendo: porque você está grávida.


6) Você vai chorar com algum comercial


Nesses pseudo nove meses de gestação, você vai chorar com um comercial. Com uma música. Com um clip sertanejo na TV (eu tive essa capacidade). Para ter ideia, eu acabei de chorar assistindo a Celine Dion cantando My Heart Will Go On com cenas do Titanic de fundo no Billboard Music Awards 2017. Por que? Sei lá. Você também não vai saber. Algo naquilo vai te tocar e você vai chorar e pronto, aceita que dói menos hahahaha.


7) Você vai se sentir solitária



Você pode ter o mundo ao seu redor, você está com uma vida crescendo aí dentro, mas você vai se sentir solitária, por mais apoio que tenha. Isso porque a gestação e a maternidade tendem a ser coisas solitárias mesmo. Isso você descobre conversando com outras mães. Solitária no sentido de que só você está passando por aquilo. Só você sabe o que está sentindo, o que está passando, suas dores, suas alegrias, é algo completamente seu. Lembre de desabafar com pessoas de confiança, pois você já está sensível, chorando com comerciais e brigando com o mundo. Quando menos problemas tiver na sua cabeça e mais apoio você sentir, melhor para você e o bebê.


8) Você vai ver problemas onde não tem


Você vai ficar um pouco intolerante. Vai querer terminar amizade com metade do seu facebook, vai achar que todo o seu trabalho te odeia, vai arranjar brigas que não existem com o marido e vai querer fugir da sua família. Respira, pensa no verde e lembre-se: hormônios. As pessoas continuam as mesmas. 


9) As comidas terão um gosto diferente


Independente do seu apetite nessa época - que costuma ser grande - uma coisa é certa: as comidas terão gosto diferente. Seja por hormônios, por restrições que passamos na gestação, por qualquer coisa. Uma pizza te parecerá muito mais saborosa e até um pratão de salada será dos deuses. 


10) Você vai comprar alguma roupa que nunca mais vai usar




Você vai se segurar até o último segundo, vai jurar que cabe na sua maior roupa, pegar roupa emprestada de alguém: mas vai chegar ao ponto que você vai ter que comprar uma calça e uma blusa coringa para usar na gestação e caber confortavelmente. Sem apertar você, o neném ou as novas gordurinhas. Você não vai gostar de nenhuma loja de gestante - aliás, qual é a das lojas de gestantes que só fazem roupas feias e sóbrias? - então vai bater perna em todas as fast fashions do mundo atras de algo que não te caracterize como uma senhorinha barriguda. Um dia você acha.


11) Odiar que só falem do bebê com você, mas reclamar se alguém não falar

Você quer que as pessoas te enxerguem além de uma futura mãe, além de alguém que está carregando um bebê. Mas ai de quem vier falar com você e não perguntar nada sobre aquele serzinho crescendo dentro de você. Vai pra blacklist das gestantes, e olha que praga de gestante pega!



Fica tranquila: você não enlouqueceu, você só está grávida.



E acontece com todo mundo!



Sobre o dia das mães da mãe da grávida




Muito se fala sobre a mãe da mãe, mas pouco se é dedicado sobre a mãe da grávida. A mãe da grávida é uma entidade diferente. Ela não é simplesmente uma avó em formação, realizando seus sonhos de ter seus netos. A mãe da grávida é alguém que está vendo sua filha passar por uma série de transformações e quer fazer de tudo para ajudar.



Mãe tem uma coisa que nunca muda: quer sempre poupar os filhos. Quer estar um passo a frente, proteger do mundo, livrar de todo mal. Com a mãe da grávida, isso se triplica. Ela passa pelo misto de ver a sua filha crescendo, se transformando em uma mulher como ela, e a vontade de poupá-la de todo o sofrimento. Porque não importa a idade da filha, ela sempre será aquela menina de cabelos longos e joelhos ralados que equilibrava uma tiara na cabeça. Mas agora, a mãe da grávida não pode colocar um curativo no seu joelho, dar um beijinho e dizer que vai ficar tudo bem. Então ela protege a filha como pode: ela pergunta de sua saúde, faz seus pratos preferidos, dá conselhos, mima o quanto consegue. Ela sabe todas as alegrias e dissabores que a maternidade pode trazer, e quer preparar a sua filha para isso. Com a experiência que só uma mãe tem e o tato que só a mãe da grávida pode possuir. Porque ela sabe que com uma grávida, não basta aconselhar. Tem que ser feito com amor. Afinal, a grávida não ouve qualquer um. Mas a sua mãe, com certeza ela ouve. 



A mãe da grávida relembra dela mesma enquanto vê a filha passar por todo aquele turbilhão de gerar uma nova vida. Lembra como foi quando engravidou, os enjoos que sentiu, os planos e vontade que tinha, como encarava o mundo e o que queria que fizessem para ela. Tenta colocar em prática aquilo que gostaria de ter vivido. Compra as roupas que não pode comprar, tem os cuidados que não tiveram com ela. Aconselha, revive, relembra. Tenta se manter numa distância segura, pois nunca gostou de ninguém pegando no seu pé. Mas tenta se mostrar sempre presente, pois sabe que a maternidade pode ser algo solitário e não quer que a filha passe por isso. 



A mãe da grávida se realiza por se enxergar na filha. Ela vê a filha passando por tudo o que ela passou. Ela vê um novo fruto da sua árvore surgindo. Ela se imagina brincando com o neto, fazendo as coisas que não conseguiu com os filhos, distribuindo amor. Mas principalmente, se imagina auxiliando sua filha. Não quer ser invasiva. Quer apenas o seu espaço de avó. Mas sem deixar de lado o seu papel de mãe. Porque enquanto todos estão preocupados com a vida chegando, a mãe da grávida se preocupa genuinamente com quem está carregando essa vida. Pois sabe que a maternidade pode ser solitária, mas quer que a filha saiba que ela não precisa passar por tudo isso sozinha. Pois as mães sempre estão presentes para proteger sua prole de todo mal, para amar, para dar carinho e mimos. E quando sua filha está grávida, esse cuidado só aumenta. Porque ela não é simplesmente uma grávida. É um pedaço seu gerando uma nova vida. É a sua filha carregando o seu neto. É a sua filha grávida e você exala mais amor nessa vida do que imaginava que pudesse sentir. E isso é só o começo.




Um feliz dia das mães para todas a mães, para as mães com bebês na barriga e para as mães das mães com bebês na barriga. Especialmente para minha mãe, que desde sempre é uma super mãe e com certeza será uma super avó! <3


Sobre o primeiro dia das mães com bebê na barriga





Dizem que o pai se torna pai quando a criança nasce. Alguns vão além: acreditam que os homens só percebem o sentimento de se tornarem pais quando a criança interage. Mas a mãe? A mãe não. Não importa o que se fale na sabedoria popular: a mãe se torna mãe quando o segundo risquinho aparece no teste de farmácia. É a partir daquele momento que ela percebe que a sua vida mudou e que ela não está mais sozinha.



Quando você confirma que está grávida, sua vida passa por uma extrema transformação. Você pode ainda não ter o bebê nos seus braços, mas você já atravessa todo o período de gestação sabendo como é viver colocando outro ser humano como prioridade, preocupando-se com o bem estar dele e querendo manter ele vivo. Afinal, a única pessoa que pode cuidar daquele serzinho em formação é você. Nada mais é igual. Você ainda não embala seu filho no colo, mas você passa a mão na sua barriga para fazer contato sempre que pode. Você ainda não vê as reações dele, mas conversa como se ele pudesse te responder a qualquer momento. Você se preocupa com cada sinal que seu corpo possa dar e fica atenta a qualquer mudança que possa te mostrar algo com o seu bebê. Você deixa de fazer coisas que você gosta, você evita situações, você lida apenas com aquilo que não possa prejudicar esse período.



Sua alimentação não é mais a mesma: você sabe que está nutrindo agora outra pessoa. Seus cuidados com a saúde não são mais os mesmo: você sabe que eles influenciam naquele ser em formação. Você tem medo de comer algo que possa fazer mal. Você tem medo de fazer algo que possa fazer mal. Você toma cuidados que não tomava anteriormente com a sua vida. Você presta atenção até na sua calma, já que não quer que qualquer tipo de estresse incomode o seu filho. Você tem medo, você tem culpa, você tem outras prioridades, você agora é mãe.



Enquanto o mundo ao seu redor se prepara para conhecer esse ser humaninho, você já o conhece como ninguém. Porque o primeiro contato dele é com você. Você sabe seus hábitos, quando ele reage, quando ele se move, quando ele chuta, quando ele cutuca. Seus pensamentos já não são mais os mesmos, já que seus planos e vontade passam automaticamente pelo aval imaginativo do seu filho. O seu corpo? Você já entregou. Você lida com mudanças, com dores, com incômodos.


Ele agora é a casa do seu filho e o que importa é que esteja cuidando dele bem. Depois você recupera o controle e ele volta a ser um corpo humano comum. Agora, ele é o forninho do ser mais especial que você imagina que o mundo possa vir a conhecer. E não tem estrias que te façam mudar de ideia quanto a isso.




A mãe nasce nove meses antes do filho, pois para que ele venha ao mundo, ela precisa se entregar e cuidar da sua chegada. Pai pode até ser pai quando o bebê nasce. Mas a mãe? A mãe sempre está a frente para proteger a criança de tudo o que ela pode, inclusive quando ele ainda é um neném em formação dentro da sua barriga. Porque o amor cresce com o passar do tempo, mas ele brota com a sua primeira preocupação com aquele girininho de meio milímetro com um coração batendo com seis semanas. E é isso que faz da mãe um ser tão especial. Alguém que se preocupa com a gente mesmo antes de nos olhar nos olhos só pode transmitir amor. 



 Feliz Dia das Mães para as mães em formação, que passarão essa primeira data especial com seus pequenos protegidos no ventre! <3

Sim, estamos grandes hahaahah



Oito coisas que você pode falar para uma grávida



Na última semana, eu fiz aqui um post que contava sobre as oito coisas que você não deveria falar para uma grávida. O post foi o mais bem sucedido desse blog, em termos de visitas, pageviews, compartilhamentos e gritos de socorro. O que só nos prova que: o ser humano é realmente sem noção. Olha a quantidade de grávidas que se identificou com as pessoas dizendo o que não devem para elas!

Mas esse humilde blog não está aqui só para levantar críticas não! Essa semana nós vamos é te ajudar: vamos te contar as coisas que você DEVE falar para uma grávida. Às vezes é um pouco complicado criar tópicos de conversa com uma pessoa cheia de hormônios - meu marido brinca que vai fazer uma listinha em alguns grupos para eu não me estressar com ninguém que só está criando papo a toa. Então, o objetivo hoje é te ajudar a desenvolver assuntos que vão acrescentar na sua vida, na vida da grávida e no bem estar geral da humanidade. Porque já aprendemos que você não quer irritar a toa alguém que está gerando uma nova vida, certo? Então agora você vai aprender alguns jeitos de não fazer isso, de forma positiva.


OITO COISAS QUE VOCÊ PODE FALAR PARA UMA GRÁVIDA




1) Vai dar tudo certo!


Esse é o primeiro, porque é primordial. A responsabilidade de trazer uma vida a esse mundo é gigante. Claro que se pensa muito a respeito, mas na hora que chega, parece que 40 semanas passam em um piscar de olhos e não deu tempo de você se preparar tanto assim. A grávida tem medo de não dar conta do recado, de não ter com quem dividir as tarefas - vamos combinar que essa geração de homens ainda está aprendendo a ser participativa, poucos são pró-ativos (e os que são, ensinem os demais, por favor) -, medo de fazer algo errado, medo do tanto que a sua vida vai mudar. Os medos são tantos que durante a gestação vem o medo de comer algo que possa fazer mal para o bebê e você não sabe - já que para a internet tudo faz mal -, medo de andar demais, andar de menos, carregar muito peso, dormir para o lado errado, se estressar e o bebê sentir, é tanta coisa que parece idiota, mas que quando você pensa que pode influenciar em um bebezinho em formação entra em total parafuso. Seu papel nisso? Ouça a grávida e fale: vai dar tudo certo. Você vai conseguir. Você vai passar por essa. Às vezes ela só precisa ouvir isso.


2) Se precisar de ajuda, me chama



Não é todo mundo que gosta de pessoas invasivas ou que aparecem sem ser convidadas. Então, se coloque à disposição. Claro que isso depende do seu grau de intimidade, mas você pode se colocar disponível para ser um ombro amigo virtual se ela quiser lamentar algo - daí entra o item 1 -, se você quiser dividir experiências sobre criar uma criança, se você quiser levar uma comida gostosa para os futuros pais ou um docinho para a mamãe cheia de hormônios, enfim. Mostre que se ela precisar, você está disponível. Porque amigos de verdade não são aqueles que curtem as suas fotos no instagram, são aqueles que quando você precisa, correm para te socorrer. E te deixam saber disso. 


3) Você está linda!




A gente sabe que não é todo mundo que vê o tal glow da grávida ou que acha uma pançudinha a coisa mais linda do mundo. Tem gente sim que enxerga a grávida como uma mulher acima do peso - e tem um tremendo preconceito com isso - e não consegue ver a mágica de se carregar uma criança. A grávida, como já falamos um monte de vezes, é um ser cheio de hormônios. E uma mulher, caso vocês não tenham notado. Uma mulher em uma sociedade no qual temos padrões de beleza inatingíveis, que cresceu com uma vaidade irreal jogada em cima dela, e por mais desconstruída que seja, pode se assustar com as transformações no corpo dela. Seja com as novas estrias e celulites que podem - e possivelmente vão - aparecer, pela cintura que sumiu, pelo peso que aumentou, pelas espinhas que brotaram na cara ou qualquer outra transformação que os hormônios da gravidez trazem e que em um momento sensível podem pesar demais. Então, antes de criticar o que ela come, seu peso, suas novas medidas ou as roupas que ela julga ser confortáveis para essa época, simplesmente sorria e diga: "nossa, você está linda!". Pode meter o papo do brilho de grávida aí. Às vezes a gente só quer ouvir um elogio vazio e fútil mesmo, faz parte. Mais uma vez citando Cazuza, mentiras sinceras me interessam. 


4) Nossa, que ótima escolha você está fazendo!


Você pode dar um tempo nas críticas na vida e elogiar as escolhas que o casal decidiu fazer para o bebê. Seja o nome, o quarto, a cor da parede, as roupinhas, sabe assim, mostrar apoio? Só um pouquinho? Faz bem. Segura um pouco as críticas e os palpite e aproveite a alegria dos futuros pais de preparar as coisas para a chegada do rebento de forma positiva!


5) Sua vida vai ganhar um novo sentido




Eu achava que essa era uma coisa bem óbvia, mas incrivelmente pouca gente fala. Se fala muito sobre a falta de sono, a falta de tempo, a vida - e o corpo - da mãe sendo destruída, a vida de casal indo pro espaço, mas pouca gente realmente chega para a grávida e fala sobre o quão legal é ter um filho. Sobre como ter um filho acrescenta na vida da pessoa, como você pode enxergar os problemas e a sociedade de outro jeito, como você passa a valorizar mais os seus pais e como busca sempre melhorar para ser um bom exemplo para o novo ser humaninho. Claro que é bom saber a realidade, mas não faça da grávida seu muro das lamentações. Você pode sim contar as dificuldade que tem ou teve - é importante saber (ainda vou fazer um post sobre isso) -. mas você pode dizer também como as superou e como tem coisas que importam mais que outras. Ser positivo, sabe? Se coloque à disposição para conselhos, mas anime os novos pais para o momento que está chegando. É legal ser legal com os outros.


6) Você pode ter um tempo para você, fica tranquila


Tem alguma coisa na sociedade que incumbiu nas mulheres - principalmente nas mães - que elas são cuidadoras e mulheres maravilhas. Que elas passam 24 horas por dia servindo os outros e não sobra tempo para elas, e todos nós temos que achar isso normal. Na sociedade moderna, muita mulher opta por não ter filho justamente para não perder a liberdade de ser quem deseja ser e não ter que viver em função de outros. Pode parecer egoísmo, mas é um grito de uma classe que passou tanto tempo sendo oprimida pela sociedade. Qual o seu papel aqui? Dizer para a mãe que ela pode ter esse tempo para ela sim. Grávida, ela pode descansar, pode se cuidar, pode fazer seu exercício, pode comer o que gosta, pode trabalhar, não é simplesmente uma maquininha de fazer filho. Ah não ser que haja restrição médica, ela continua sendo uma mulher normal que quer, precisa e merece viver como sempre viveu - relaxa que ela vai lembrar de preservar a vidinha dentro dela. Quando o bebê nascer, ela pode também fazer o que quiser. Agora é responsável por outra vida, mas ela pode delegar funções, pode continuar a trabalhar, a ter seu horário de exercício, um tempo para cuidar dela do jeito que ela quiser, ter uma vida própria. Ás vezes só é preciso ouvir que pode. Afinal, a criança tem pai para dividir as funções. Tem avós para apoiar. Tem tios. Dá para se criar uma rede de apoio e não sobrecarregar ninguém. Ou dá para pelo menos se pensar sobre isso. Quanto mais carinho para a criança, melhor. Então não julgue a mãe. Não ache que é um crime ela querer deixar o filho com o pai - que é o PAI - para almoçar com uma amiga em um sábado ou com os avós para uma viagem romântica de casal. Ela pode, você pode, e pais felizes deixam filhos felizes. Harmonia é tudo na vida. 


7) Fale sobre QUALQUER assunto que não seja maternidade


As grávidas gostam muito de falar sobre gravidez. Sobre o tamanho do bebê, sobre os chutes que sentiu, sobre suas aflições, sobre as coisas que comprou, sobre como imagina a vida com a chegada desse pequeno ser. Gostam. Mas elas ainda querem conversar sobre outras coisas. Futebol, política, economia, novela, Big Brother, a nova série da Netflix, a briga do vizinho, o casamento da sua melhor amiga, a C&A em liquidação, a greve geral de sexta-feira. Não ache que os neurônios dela foram para o espaço só porque ela engravidou e o cérebro agora se resume em uma chavinha só. Ela pode e quer conversar sobre outros assuntos. Você conseguia antes, você consegue agora. Claro que você vai perguntar sobre o bebê, mas pode também perguntar sobre a opinião dela na briga dos uruguaios com o Felipe Mello. Ela ainda sabe conversar sobre essas coisas. 


8) Lembre que a grávida existe




Eu confesso que já fui essa pessoa: a que vira para a grávida e fala "agora você não é mais importante, quem importa é o bebê". Por que raios a gente faz isso?? Ainda mais com alguém hormonal? Sim, o bebê é muito importante, mas a grávida também. O pai da criança também. Isso é quase um complemento do item sete: não trate a grávida como uma incubadora. Ela quer que você se interesse sobre a criança - afinal, é sim o assunto mais importante da vida dela agora -, mas ela ainda quer atenção, como todo ser humano normal - e com uma carga extra de hormônios. Então dê atenção para ela, pergunte da vida dela, olhe no olho dela para conversar - eu sei que a barriga chama a atenção, eu sei -, trate-a como gente. Isso é importante, pensa que a grávida já lida com um monte de transformações físicas, internas e psicológicas. Se ela deixa de existir para a humanidade, pode ficar mais doidinha ainda. Você não quer isso, quer?




Lembrando que sempre o primordial é: respeito e empatia. Não medir os outros com a sua própria regra e ser gentil com a batalha dos outros. E claro, pensar antes de falar, isso nunca é demais.





Oito coisas para não se falar com uma grávida



Dizem que quando você entra no mundo da maternidade, a primeira coisa que você precisa se preparar é com os pitacos alheios. E isso não é simplesmente depois que o bebê nasce: a partir do momento em que você faz xixi no palitinho e dá de cara com dois risquinhos, se prepara amiga! Todo mundo sabe tudo sobre a sua vida, menos você. 


É incrível a quantidade de conselhos, opiniões, broncas e sermões que as pessoas têm para dar para uma grávida. Não sei o que acontece com a cabeça da população, mas todo mundo parece ter certeza absoluta de que a grávida não sabe como lidar com a sua vida e a vida que está gerando. Acontece que a gestação é um dos momentos mais mágicos da sua existência, mas também um dos momentos no qual você está mais sensível e sem paciência. Esse turbilhão de hormônios que invade nosso corpo para gerar um novo ser humano faz com que a gente vá do estágio das lágrimas para o instinto assassino em três segundos. E para isso basta uma palavra mais torta. Ou um comercial de TV.


Então, se você não quer ser a pessoa responsável por fazer uma grávida chorar no meio do nada ou teme pela sua integridade física, decidi separar alguns tópicos para você imprimir e guardar no bolso e lembrar de nunca abordar com uma gestante. Ok? Tome nota. Pelo bem de toda a humanidade.



OITO COISAS PARA NÃO SE FALAR COM UMA GRÁVIDA

UOL



1) Nossa, como você engordou.


Nisso entra as variantes de "quanto você engordou?" e "nossa que barrigão, tem certeza que é só  um?". Já falei aqui sobre peso de grávida ser domínio público. Essa é uma questão que mexe muito com a maioria das grávidas. Justamente porque além das cobranças dos médicos, nós já temos nossa própria cobrança sobre um assunto que nem sempre depende da nossa vontade. Porque você pode comer da forma mais saudável possível, fazer todos os exercícios indicados, todas as drenagens, mas o corpo humano não é uma matemática exata e nem sempre isso reflete na balança. Esse é um tópico bem delicado para uma gestante. Sem contar a vaidade feminina que nos foi incumbida por todos esses anos. Se falar de peso não é um assunto muito bom para uma mulher comum, quem dirá para uma que está recebendo uma chuva de hormônios? Nunca, em hipótese nenhuma, comente sobre o peso de uma grávida. No máximo um: "você está linda" está ótimo. A gente sabe quando vocês estão mentindo, mas Cazuza já dizia que mentiras sinceras às vezes nos interessam. 


2) Você vai colocar ESSE NOME no seu bebê???


Decidir o nome de um outro ser humano é uma tremenda responsabilidade. Você já parou para pensar nisso? O nome é nossa identidade, é algo que carregamos para o resto de nossas vidas. Não é algo que pai e mãe deve decidir por capricho ou de uma hora para outra. Pode ter certeza que se os pais já escolheram o nome do bebê e querem esse nome, não é sua opinião que vai fazer algo mudar. Mas ela pode ofender. Entra nisso as variantes "mas ainda não decidiu o nome??? Que absurdo, vai ficar chamando o bebê de nada??" "coloca o nome X, é lindo!!!!!! É moda!!!". Os pais novos no pedaço já têm muita pressão para você achar que pode colocar um pouquinho mais. E sugestões ok, são válidas, mas tenha tato para falar e não tente impor a sua opinião. Lembre-se sempre: você está lidando com um poço de hormônios.


3) Aproveita para dormir agora, porque depois nunca mais na vida você vai dormir.




Eu queria entender o tesão que as pessoas tem em falar esse tipo de coisa. Porque não vem em um tom de conselho legal de amigo que quer seu bem, sabe? Vem no tom de "se ferrou amigo, sua vida acabou assim que essa foi feita". E é um pouco frustrante, porque por mais sono que você tenha grávida, nem sempre dormir é uma tarefa muito fácil. Com o passar das semanas e o crescimento da barriga, achar uma posição confortável fica cada vez mais difícil. Sua bexiga parece um reloginho que não sabe o que é dormir até tarde no fim de semana: vai sempre te acordar naquela hora da madrugada. Algumas ainda acordam mortas de fome durante a noite. Fora toda a sua ansiedade e preocupações que passam pela sua cabeça. Então, dormir não é fácil desde então. Além de tudo, sono não é um negócio acumulativo. Eu posso até passar as 40 semanas dormindo sem parar num mode Bela Adormecida feat Branca de Neve, mas a partir do momento que o bebê nascer, vou sentir sono se passar mais de 24h acordada. Não tem como fazer estoque de sono, desculpa decepcionar a geral. 


4) Você vai comer/beber/fazer isso???


Vamos lá, deixa eu te contar um segredo: pelo menos uma vez por mês a grávida vai em um médico que se chama obstetra. Ele é especializado em mulheres grávidas e gestação. Nele, ela tira dúvidas do que pode ou não fazer. Além disso, nessa modernidade toda, existem inúmeros aplicativos e sites que tiram dúvidas sobre coisas da gravidez. Ela pode ter amigas que passaram por uma gestação recente. Ela tem mãe. Ela pode ter lido livros. Ou seja, amigo, se ela está comendo/bebendo/fazendo algo, ela tem a certeza de que pode fazer isso, ok? Ninguém nesse mundo se preocupa mais do que ela com a vidinha que ela está gerando. Pode dormir tranquilo quanto a isso.


5) Você TEM que fazer isso


Nesse "isso" entra qualquer coisa: você TEM que fazer curso de gestante, você TEM que comprar a roupa tal, você TEM que pintar o quarto dessa cor, você TEM que fazer tal simpatia, você TEM que comprar tal coisa, não, não, não tem. Não tem que fazer tudo isso e não tem que ter pressa para nada. Ela pode fazer as coisas que ela quer, que ela e o pai combinaram, do jeito deles, porque é o filho deles que está chegando. Não tente nunca impor a sua opinião, ela não é tão legal assim. Sugestões? Claro, pode dar. Principalmente se forem pedidas. Mas nunca, em hipótese alguma, imponha sua opinião ou coloque em cheque algo que ela diga que vai fazer porque não é do seu agrado. Aliás, leva isso para a vida, ok? Não imponha a sua opinião para ninguém, você não é dono do mundo.


6) Nossa, parto normal/cesárea? Por que? O melhor é cesárea/normal! Corajosa você!


Se tem uma coisa que você descobre só depois que entra no mundo da maternidade é que parto é um assunto polêmico. O que é uma coisa bem idiota, já que não deveria ser um tópico a ser discutido: deve ser feito o melhor para a mãe e para o bebê e fim de papo. Mas estamos em um país cheio de cesáreas desnecessárias e com o parto normal ainda gerando muita polêmica. Então não importa o que você diga que gostaria de fazer - mesmo que seja um "esperar o que é melhor para o meu bebê" - vão criticar. Se é cesárea você é louca, não deveria agendar. Se é parto normal você é louca, vai sentir dor, deveria agendar. Se é jogar nas mãos de Deus e do médico você é louca, deveria escolher e se preparar. Nós nos metemos tanto na vida alheia que conseguimos opinar até sobre a forma que ela chega ao mundo, já perceberam?


7) Seu casamento vai mudar completamente/ vai piorar/ seu marido não vai fazer nada/ vai sobrar tudo para você/ homem é tudo igual


Cadê o emoji com os olhinhos revirando essa hora? Essa entra naquele papo da praga do sono. Jogar praga alternativa no casamento alheio parece de praxe. Não importa o quão participativo seja seu marido, o quão colaborativo seja seu casamento, o quanto ele queria esse filho: as pessoas concluem que ele não vai fazer nada, que você vai fazer tudo sozinha (já entra naquela máxima que a responsabilidade é toda da mãe, né?) e que ele nem queria esse filho agora, você que quis. Não adianta falar que nem toda mulher é baby freak e nem todo homem é um machista folgado em casa. Eu nem discuto demais. Sorrio, adio o papo para daqui uns meses e vivo minha vida, porque se for debater também cada ponto da sua vida com os outros você não vive. A sua vida está realmente passando por transformações, quando você escolhe ter um filho já sabe disso, mas isso não significa que é tudo ruim. Nada é tão lá e nem tão cá. Mas pessoal tem uma dificuldade em enxergar o copo meio cheio...


8) Você não vai ter tempo para mais nada, sua vida vai ser só seu filho, você vai parar de existir.


E é por isso que temos por aí um monte de mulheres sem vida própria, que não cuidam da própria vida e vivem em função apenas dos filhos, não é? Menos gente. A vida é feita de fases. O bebê assim que nasce precisa muito da mãe - afinal, é sua fonte de alimento e aconchego - e se escolhemos trazer novos seres humanos para o mundo, sabemos que precisamos nos dedicar a eles para terem uma vida digna. Isso não significa se anular. É só uma nova fase da vida que você chegou. Sua vida agora tem um complemento muito do fofo, que vai chorar por você, precisar de você, te cansar, te alegrar, mas foi uma escolha sua. Você ainda continuará vivendo, mas são novas etapas da vida e uma rede de apoio - além de obviamente do pai da criança, que é responsável por 50% dela hahahaha - faz toda a diferença nessa hora. E nada como uma novidade para deixar a vida mais feliz, não é?




Vamos criar um ambiente de harmonia e calma para as mulheres grávidas? Vamos ter mais empatia e sororidade? Vamos acolher essa nova mãe que está chegando no mundo com conselhos positivos, sem imposições e julgamentos? Vamos gente. É preciso de uma aldeia para cuidar de uma criança, mas essa aldeia precisa desde o princípio apoiar a mãe. Principalmente se não quiser apanhar de grávida no meio da rua. Olha que a gente tem uns dias bem loucos viu.




Sobre peso de grávida ser domínio público




Para você que está pensando em engravidar, deixa eu te contar uma novidade: peso de grávida é domínio público. Quando você entra nesse universo da maternidade, muito te dizem sobre os tais pitacos que você vai ouvir de todo mundo. Sobre a criação do seu filho, sobre cuidados com ele, mas não te contam uma parte, que eu vim aqui te contar: vão tomar conta de você também. Se você não estava acostumada a discutir sobre a balança com os outros, menina, se prepara: vai chegar a sua vez. 



Há uma lenda urbana de que a grávida deve engordar 1 kg por mês para ser "saudável". Considerando uma gravidez de nove meses (que quando entramos nesse mundo, sabemos que não é bem assim que as coisas funcionam, mas isso fica para outro texto), seriam 9 quilos. Acontece que o corpo humano não é uma ciência exata e não é assim que as coisas funcionam com as mulheres. O peso recomendado para se ganhar depende muito da estrutura da mãe, saúde, peso, altura, idade, IMC, alinhamentos dos planetas e exames de sangue. Para mim, por exemplo, 29 anos, IMC dentro do normal, considerada "magra" para os padrões, me foram liberados 13 kg a mais. Com o adendo de eu ser hipertensa, então não pode passar desses 13 kg. Você para e pensa "nossa, mas 13 kg é muita coisa, dá para tirar a barriga da miséria". Calma que não é bem assim.


não achei a fonte da imagem

Olha a quantidade de coisa nova que ganhamos no nosso corpinho durante a gestação! Claro, isso é uma média e para cada mulher funciona de um jeito. Mas imagina se cobrar tanto por um ganho que você nem ao menos controla?


Porque se tem uma coisa que eu aprendi nessas 21 semanas de gestação até então é: a gente não controla o peso. Quando ouvi os 13 quilos pensei: "ah, facinho. É muito peso. Nunca vou ganhar tudo isso". Cheguei a perguntar para o nutricionista qual é o "mínimo aceitável", pois não iria ganhar mais do que isso. Podem dar risadas.Pois na metade da gestação eu já cheguei no mínimo aceitável. Pois é aí que está: você pode comer direitinho, você pode se exercitar, você pode beber toda a água do mundo: você vai reter líquido, seu intestino vai ter vontade própria, seu corpo vai acumular gordura quando perceber que precisa e a balança vai subir quando você respirar. Você está grávida, você não controla mais o seu corpo.



Aliás, você descobre que em cada médico a balança acusa um peso. Se antes você não se preocupava com aqueles números depois da vírgula, agora vai se preocupar. Porque na sua balança vai dar o peso X. Na balança do obstetra, X + 1,5. Na balança do nutricionista, X + 2,77. Na balança da farmácia você nem sobe, porque você já começou a pegar trauma dessa coisa de balança. Porque cada grama conta e se você passa um pouco do limite recebe textão do médico. Porque ele não tá no dia a dia com você. Ele não sabe se você é uma grávida saudável, mas que tem retenção de líquido, ou se você é a grávida louca dominada pelo ritmo da ragatanga com o buraco negro dentro do estômago que não está nem aí para o que está comendo. Ele faz o papel dele de te alertar sobre o peso. E você tem que ouvir, por mais que saiba que naquele dia o seu corpo não está sendo muito simpático com você. Aliás, fica a dica: marque consultas que você sabe que irá se pesar logo pela manhã. Menos trauma. Dica da grávida que frequenta obstetra, endocrinologista, cardiologista, nutricionista, tem uma balança no quarto e em cada momento está com um peso diferente. Acha que é fácil ser uma grávida hipertensa? Nunca me pesei tanto na vida.

Minha transformação do corpo: primeira foto antes da gravidez, segunda foto com 8 semanas e terceira foto com 17 semanas. Atualizo no Instagram qualquer dia desses! :P  @debaixodoguardachuva


Então está você, cheia de preocupações com a nova vidinha que irá chegar e será completa responsabilidade sua. Cheia de nóias e medo. Cheia de pressão dos médicos. Preocupada com a sua saúde e a do seu bebê. Então chegam os outros. E não estou falando daqueles da ilha de Lost, e sim daqueles que não estão no seu dia a dia com você e acham que podem opinar algo. Afinal, é preciso ter assunto com a grávida. E o que eu posso falar com a grávida? Ah, o peso dela. Porque há uma regra oculta na sociedade na qual a gente não questiona peso e idade de ninguém, principalmente das mulheres. Mas essa regra some quando você está grávida. Porque peso de grávida é domínio público. Ninguém sabe porque está perguntando, mas todo mundo quer saber. "E aí, já engordou quanto?". "Nossa, que barrigão, já vai nascer? Tem certeza que é só um bebe, não ta comendo demais?". "Nossa que cara inchada". "Nossa você engordou hein?". "Toma cuidado com a balança, ganhou um quilo em um mês??? Que absurdo". E você, que já está cheia de hormônios e preocupações, tem que lidar com isso também. Porque não basta olhar e sorrir. Não basta seguir o lema do cavalo e sair andando enquanto se alivia. A pessoa quer discutir com você uma questão que ela não faz a menor ideia. A pessoa faz comentários que não sabem como vão pesar na cabeça da grávida, já cheia de nóias e preocupações. É maldade? Não necessariamente. É a falta de tato que temos em lidar com o ser humano. Quando é um ser humano carregando outro ser humano, essa falta de tato aumenta.




Aliás, jogar conversa fora com uma grávida deixa as pessoas um tanto quanto confusas. Porque as questões vão do "você está comendo pouco, precisa se alimentar melhor, está comendo por dois" até o "nossa toma cuidado com o tanto que você come, olha a diabetes, a pressão, o seu corpo, vai estourar de estrias, seu marido não vai te querer mais". Para os desavisados de plantão, fica a dica: a grávida já é muito bem acompanhada por médicos que a orientam sobre os cuidados com seu corpo e saúde. Se você estiver na boa vontade, pode sentar e conversar com uma gestante sobre essa fase. Se já passou por isso, dar dicas (afinal, se você já passou por isso, saberá não ser sem noção). Agora, se você não tem nada a acrescentar, torça para a criança vir com saúde. Essa fase já tem muita pressão, a grávida já se pressiona por si só e ela não se inscreveu no vigilantes do peso da gestante quando decidiu trazer uma nova alminha para o mundo terrestre. Aliás, pitacos sobre o corpo são os mais dispensáveis, afinal, a última preocupação no momento é como ficará o corpo depois. Claro, a vaidade não some, mas em uma escala de saúde do bebê, desenvolvimento do bebê, saúde da mãe, estrias no corpo e meu marido vai me largar porque fiquei gorda, definitivamente o como vai ficar o corpo não tem a menor importância. Aliás, se essa for uma preocupação do seu companheiro, é ele que precisa se tratar, e não você. 




E deixa eu contar um segredo para vocês: sabe o buraco negro no estômago da gestante? Ele existe. É real. Não sei a explicação para isso, mas acredito que gerar um novo ser humano exija um pouco mais do nosso corpo. Eu sempre fui uma pessoa que gostou de comer, mas comia pouco. Equilibrava minhas jacadas com alimentação saudável e desejos por comidas gordurosas com sopa de legumes. Com isso, mantive o mesmo peso basicamente minha vida adulta inteira, até então. Grávida, você pode equilibrar o quanto você quiser, você pode ter o apoio que quiser, mas o buraco existe. Ele está lá, pedindo comida loucamente. A força psicológica é gigantesca para você não atender a esses pedidos e se manter na dieta recomendada pelo nutricionista. É uma luta diária entre você, sua cabeça e seu estômago. Não que a grávida precise passar fome, mas talvez só as grávidas entendam essa fome constante que a gente sente. Então você está lá, lutando contra o impossível, com hormônios a flor da pele, um serzinho te chutando, e vem a patrulha do vigilantes do peso da gestante e acha que pode falar qualquer coisa porque peso de grávida é domínio público? Não mexa com alguém com hormônios em ebulição. 

Foto: UOL Estilo

Minha dica é: converse com seu obstetra, consulte um nutricionista e por mais impossível que seja, ignore o mundo ao seu redor. O que importa agora é a nova família que está criando. O que importa agora é o bebezinho dentro da sua barriga. Você está fazendo a sua parte direito para manter a saúde dos dois? Está em paz? Está feliz? Segura na mão de Deus e vai. E não se compare, nunca, com as outras. Porque esse é só o começo da vida de intromissões que nos esperam. Pelo menos dá boas histórias para contar.

No pilates na @pgfysio cuidando da saúde da mamãe e do bebê. A gente faz o que pode!

Um adendo: tabelinha que explica a média de ganho de peso pelo IMC da mãe. Mas lembrando, quem te orienta isso é o SEU MÉDICO. Isso é só uma base! :)




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Informações

Todas as imagens que aparecem no site são reproduções de outros sites e o Debaixo do Guarda-Chuva não reivindica nenhum crédito para si, a não ser que especificado. Se você (ou sua empresa) possui os direitos de alguma imagem e não quer que ela apareça no Debaixo do Guarda-Chuva entre em contato e ela será removida.

Seguidores

Atenção

Debaixo do Guarda-Chuva é um site de entretenimento e lifestyle. A reprodução do conteúdo do site é permitida, com os devidos créditos. Se tiver alguma dúvida entre em contato com blogdebaixodoguardachuva@gmail.com.

Manifeste-se

Dúvidas, sugestões, reclamações, elogios, desabafos e nudes, envie e-mail para blogdebaixodoguardachuva@gmail.com

Debaixo do Guarda-Chuva Copyright © 2013 - Designer by Papo Garota,Programação Emporium Digital, Logo, Banner e Identidade Visual Studio Grazie